1 de fevereiro de 2021

Santa Rosa de Lima, santa padroeira das enfermeiras peruanas

Por: Ana Estrada, Chefe Nacional de Enfermagem da FME Peru

Ana Estrada, Chefe Nacional de Enfermagem da FME Peru

A celebração do Dia das Enfermeiras peruanas acontece em 30 de agosto, como resultado de uma Bula Papal - documento selado com chumbo sobre assuntos políticos ou pontifícios - emitida pelo Papa Pio XII (em 1955), coincidindo assim com a celebração do Dia de Santa Rosa de Lima. Tal celebração foi estabelecida pelo governo de Manuel Odria. Foi em 10 de setembro de 1958 que o mesmo Papa Pio XII declarou Santa Rosa de Lima padroeira das enfermeiras no Peru, depois que um grande grupo delas o solicitou.

Isabel Flores de Oliva (nome secular de Santa Rosa de Lima) nasceu em 30 de abril de 1586, na capital do então vice-reino do Peru. Desde muito jovem, ela mostrou uma grande inclinação para a oração e consagrou sua vida a Jesus. Por ser muito bonita, ela decidiu cortar o cabelo e cobrir o rosto para evitar ser admirada por sua beleza. Santa Rosa, ainda muito jovem, queria tornar-se freira agostiniana ou freira terciária; a história diz que, todos os dias, uma borboleta branca e preta flutuava ao seu redor, fato que ela associou às mulheres da ordem terciária dos dominicanos (que usavam túnicas brancas com um manto preto). Logo depois, ela foi admitida nessa mesma ordem e levou sua vida religiosa em casa.

Santa Rosa só saía para visitar o templo de Nossa Senhora do Rosário e para atender às necessidades dos mais pobres da cidade. É assim que, em seguida, ela presta assistência a muitos doentes que vinham até sua casa em busca de ajuda, criando uma espécie de lar de assistência em sua casa. Ela consagrou sua vida ao cuidado dos doentes e das crianças pobres.

Sua beatificação ocorreu no Convento Dominicano de Santa Sabina, em Roma, em 1668. Ela foi canonizada por Clemente X em 12 de abril de 1671 e foi a primeira mulher americana a ser declarada santa pela Igreja Católica.

Santa Rosa é a padroeira de Lima e do Peru, assim como da América, das Filipinas e das Índias Orientais, e é reconhecida como tal em mais de 60 instituições na Europa, América do Sul e América Central.


História da enfermagem no Peru

As origens do ensino da enfermagem em nosso país eram de caráter caridoso e empírico. Foi em outubro de 1907 que se fundou a primeira Escola de Enfermagem, cuja sede foi na Casa de Saúde de Bellavista (Província Constitucional de Callao) e administrada pela Sociedade de Institutos Médicos. A primeira diretora da Escola foi a enfermeira inglesa Louise Kurath, nada menos do que uma discípula de Florence Nightingale em pessoa.

Escola Nacional de Enfermeiras Arcebispo Loayza

A Escola Nacional de Enfermeiras Arcebispo Loayza, fundada em 1915, ofereceu, além disso, a especialização de Enfermeiras Visitantes. Em 1942, foi fundada, também em Bellavista - Callao, a Escola de Enfermeiras do Hospital Daniel Alcides Carrión, sob responsabilidade das Irmãs da Caridade.

Em 7 de janeiro de 1947, diante da necessidade de padronizar e reforçar a qualidade dos planos de educação em enfermagem, o governo aprova por decreto supremo os Estatutos das Escolas de Enfermagem, com base no projeto elaborado pela comissão constituída por representantes do governo, das Escolas de Enfermagem civis e militares, da Saúde Naval, da OPS/OMS e da Fundação Rockefeller.

Atualmente, mais de vinte universidades em todo o país oferecem a carreira profissional de enfermagem e, como dado estatístico adicional, o número de profissionais de enfermagem chega a uma média de 15 para cada 10.000 habitantes.

As enfermeiras, como profissionais de saúde, cumprem e têm um papel fundamental na sociedade peruana, garantindo uma melhor qualidade de vida na saúde da população, seja em nível público ou privado, a partir dos quatro pilares da formação: seja na área de atendimento, administrativa, docente ou de pesquisa.

"Quando servimos aos pobres e doentes, servimos a Jesus. Não podemos deixar de ajudar nossos semelhantes porque neles servimos a Jesus". (Santa Rosa de Lima)